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Entrevista | 10/01/2012 21:13

Rajoy anuncia plano de reestruturação bancária

Em entrevista, presidente do governo da Espanha afirma que não criará um 'banco podre' e destaca 'maioria sólida' que o levou ao poder

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Dani Pozo/AFP

Mariano Rajoy, futuro premiê espanhol

Rajoy fixou como seu 'objetivo fundamental' acabar com o desemprego e recuperar o crescimento econômico

Madri - O presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy, apresentará antes de um mês um plano para reestruturar o sistema financeiro do país guiado pelos critérios de saneamento e transparência.

Em uma entrevista à Agência Efe, a primeira que concede como chefe do Executivo, Rajoy afirmou que não vai criar um 'banco podre'.

O governante destacou a 'maioria sólida' que o levou ao poder e que lhe dá a necessária estabilidade política para que a Espanha recupere a confiança dos mercados, e fixou como seu 'objetivo fundamental' acabar com o desemprego e recuperar o crescimento econômico.

Confira a entrevista:.

Agência Efe: O Partido Popular (PP, do qual faz parte Rajoy) disse antes das eleições que não aumentaria os impostos. Não teme que os cidadãos deixem de crer em sua palavra?

Mariano Rajoy: Efetivamente, eu disse na campanha eleitoral que não era nossa intenção subir os impostos. E o disse após a realização das eleições e, concretamente, um mês depois, no debate de posse; o disse nas Cortes. E lá adverti que se a previsão do déficit público era de 6%, que era o que nos tinha sido comunicado, não iríamos subir os impostos.

E, além disso, não sou partidário de subir os impostos. Esta é uma medida somente para dois anos, para os anos de 2012 e 2013, e tivemos que tomar esta medida porque vimos - eu o soube no dia 27 de dezembro - o fato de que no ano passado tinhamos gasto 20 bilhões de euros a mais que o previsto.

Nessa situação, era urgente agir e, portanto, decidimos tomar medidas em duas direções. Por um lado, fazer um corte forte da despesa, de 9 bilhões de euros. Cortamos praticamente o total das verbas do orçamento exceto o atendimento às pessoas que estão no desemprego e sobre a verba de previdência, que a subimos para o ano que vem; e decidimos também uma alta do imposto de renda, logicamente mais elevada para aquelas pessoas que têm mais recursos.

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