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Gigante | 10/08/2012 18:26

Queda do superávit comercial chinês confirma desaceleração

O superávit de julho é muito inferior ao esperado pelos analistas, que projetavam US$ 35,2 bilhões, segundo a agência Dow Jones

©AFP / Str

Trabalhador chinês observa barras de ferro em uma fábrica na cidade chinesa de Huaibei

Trabalhador observa barras de ferro em fábrica chinesa: O PIB chinês cresceu 7,6% no segundo trimestre, seu pior crescimento desde o início da crise econômica

Pequim - O superávit comercial da China registrou uma forte redução em julho, mês no qual as exportações aumentaram apenas 1% (totalizando US$ 176,9 bilhões) na comparação com o mesmo mês em 2011, e as importações subiram 4,7% (a US$ 151,8 bilhões), confirmando os temores de desaceleração do gigante asiático.

O excedente de julho do principal exportador mundial totalizou US$ 25,1 bilhões, contra US$ 35,2 bilhões no mês anterior e US$ 31,48 bilhões em julho de 2011, informou o governo chinês.

O superávit de julho é muito inferior ao esperado pelos analistas, que projetavam US$ 35,2 bilhões, segundo a agência Dow Jones.

O resultado provocou um impacto negativo nas bolsas asiáticas. Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,97%, a Bolsa de Hong Kong perdeu 0,66% e a de Xangai recuou 0,24%. As bolsas europeias, por sua vez, fecharam com leves quedas.

A China, o maior exportador mundial, sofre as consequências da crise da dívida da zona do euro, uma vez que a União Europeia é um de seus principais sócios comerciais.

As exportações para a Europa recuaram 3,6% - para US$ 192 bilhões nos primeiros sete meses do ano -, com relação ao mesmo período de 2011.

Já as exportações para os Estados Unidos cresceram 11,4% nos primeiros sete meses até julho com relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 195,400 bilhões.

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