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Divisão | 15/02/2012 10:46

Queda do PIB evidencia desigualdades na zona do euro

Entre os países mais endividados do sul da Europa, se destaca a Itália

Robin Emmott e Daniel Flynn, da
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AFP

Vista aérea de Roma

A economia da Itália encolheu 0,7% na comparação entre trimestres e se juntou a Bélgica, Grécia e Portugal na recessão

Bruxelas/Paris - A economia da zona do euro encolheu no fim de 2011 e flertará com uma leve recessão em meio à crise de dívida soberana, mas a força da França e a resistência da Alemanha podem manter o bloco longe do desastre.

O fardo vem do altamente endividado sul europeu, com destaque para a Itália.

A atividade econômica das 17 nações da região caiu 0,3 por cento no quarto trimestre em relação ao terceiro, informou a agência de estatísticas Eurostat nesta quarta-feira, em linha com o esperado por economistas em uma pesquisa da Reuters.

A queda foi a primeira contração desde o segundo trimestre de 2009, no auge da crise financeira global, quando a produção diminuiu 0,2 por cento, de acordo com a agência.

Mostrando o efeito nocivo da crise de dívida aos negócios e à economia, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 0,7 por cento no quarto trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, um forte contraste com a expansão de 2,4 por cento vista no começo de 2011, quando a Europa se recuperava com força da crise de 2008 e 2009.

Apesar de sinais de estabilização em janeiro, com os mercados mais calmos e o crescimento mais forte dos Estados Unidos, analistas em uma pesquisa da Reuters preveem que a economia da zona do euro encolherá 0,4 por cento em 2012, voltando ao crescimento em 2013.

Norte evita recessão

Mesmo uma leve recessão mascara a diferença entre as nações mais ricas do norte da Europa e aquelas mais pobres e menos produtivas do sul, que viveram além de seus recursos no passado e agora enfrentam anos de austeridade para reduzir a dívida pública e reformar suas economias.

A economia da Alemanha, a maior da zona do euro, encolheu ligeiramente no quarto trimestre, mas ainda teve um desempenho melhor que o previsto, assim como a França, que conseguiu um crescimento anêmico.

O PIB alemão caiu 0,2 por cento, contra crescimento de 0,6 por cento no período entre julho e setembro. A França foi melhor, com uma expansão surpreendente induzida pelo investimento das empresas e o gasto do consumidor.

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