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Sob todos os ângulos, 2012 não tem sido um ano fácil para a indústria brasileira. A palavra da vez usada para assustar o governo é desindustrialização. O índice de produção industrial do IBGE mostra uma redução de 3% nos três primeiros meses do ano, com 15 dos 27 ramos investigados apresentando queda. Quem desceu, foi com força. A produção de automóveis, por exemplo, baixou mais de 20%. Já quem subiu, foi mais contido: apenas a fabricação de equipamentos médico-hospitalares e ópticos ultrapassou dois dígitos, chegando a 14,1%.
Mas há a expectativa de que a partir de julho as coisas melhorem um pouco para o setor. Nada exagerado, claro. O desempenho já foi fraco (1,6 %) em 2011 e o cenário internacional parece ainda mais desfavorável agora. Mas porque esperar notícias boas somente a partir de julho? Historicamente, é no segundo semestre que a atividade industrial ganha fôlego, embora esse preceito tenha sido levemente abalado desde a crise de 2008. “Mas já estamos agora na sexta baixa da Selic e os efeitos ainda deverão ser sentidos”, afirma o economista Rogério de Souza, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI).
Obviamente, nem todos os setores devem participar da partilha do bolo que poderá fazer o setor crescer 2% este ano, como espera a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para tentar descobrir quem fará bater o coração da indústria de transformação nacional e quem ficará definhando, a EXAME.com ouviu especialistas e analistas do setor. Confira a seguir.
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