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Crescimento na América Latina deve diminuir pelo segundo ano consecutivo, segundo pesquisa
São Paulo - A perspectiva para a economia global está confusa, segundo a Economist Intelligence Unit. A unidade de pesquisas destacou que o crescimento está desacelerando, mas novas medidas tomadas pelos maiores bancos centrais do mundo (Banco Central Europeu e Fed) encorajaram os investidores. O boletim mensal rebaixou a expectativa de crescimento de diversos países em 2012, dentre eles, a China. Em alguns casos, a expectativa para 2013 também caiu (veja tabela na terceira página).
As pressões financeiras na Zona do Euro, em particular, recuaram, segundo o boletim, mas as condições de negócios continuam difíceis. A expectativa do boletim é que o PIB PPP (paridade poder de compra) cresça 3,1% em 2012. A expectativa para a recuperação em 2013 ficou um pouco mais fraca (3,5% ante 3,6% no mês anterior). “Isso reflete a contínua desaceleração nas economias principais”, diz o boletim.
A Economist Intelligence Unit destacou recentes decisões econômicas, como o anúncio de um programa de compra de bônus de países como Espanha e Itália pelo Banco Central Europeu e o QE3. “De longe, o arrojado movimento do BCE reduz a possibilidade de pânico nos mercados e limita o risco de contágio”, afirma o boletim. O QE3, por sua vez, deve impulsionar os preços dos ativos e poderia desencadear um efeito saudável que aumentaria os gastos dos consumidores, na opinião da Economist Intelligence Unit, mas seus efeitos colaterais podem incluir maior preço do petróleo e das commodities.
Os riscos para a economia global vem do lado que está em desvantagem, de acordo com o boletim, a solução para a crise da zona do euro, na melhor das hipóteses, tomaria forma lentamente. Enquanto isso, diversos fatores podem assustar os mercados, desde medidas anti-austeridade até a falta de consenso entre a Grécia e seus credores. Do outro lado, tem-se processos eleitorais na China e nos Estados Unidos – cada um a seu modo.
América Latina
O crescimento na América Latina deve diminuir pelo segundo ano consecutivo, como reflexo de uma série de fatores, como os problemas na Zona do Euro e nos Estados Unidos, segundo o boletim. A perspectiva é de crescimento de 1,5% nesse ano. A América Latina como um todo deve ver maior crescimento em 2013, segundo o boletim, graças a recuperação da demanda doméstica e a recuperação na OCDE. A expectativa é que os resultados de estímulos econômicos sejam sentidos em 2013, e o crescimento no próximo ano chegue a 4%.
Estados Unidos
O crescimento do país desacelerou entre abril e junho, pelo segundo trimestre seguido, e agora está crescendo a menos da metade do ritmo que estava no final de 2011, segundo o boletim.
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