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05/02/2010 15:29

"É provável que a situação piore, antes de melhorar", diz Jim O'Neill

Para o economista do Goldman Sachs, países europeus não devem entrar em default, mas situação fiscal ainda vai causar preocupação por algum tempo

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Jim O'Neill, chefe do departamento de pesquisas econômicas do Goldman Sachs

O'Neill: "investidores brasileiros precisam perceber as fragilidades dos EUA e da Europa"

A crise fiscal que abate a Europa é preocupante, mas não deve arrastar nenhum país para a moratória. A avaliação é do chefe do departamento de pesquisas econômicas do banco Goldman Sachs, Jim O'Neill. O economista acredita, porém, que será necessário muito mais esforço das nações que se encontram no epicentro das preocupações globais para que os problemas sejam superados.

Célebre por criar, nos anos 90, a sigla Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) para designar o grupo de países emergentes que passariam a ocupar uma posição de destaque no panorama mundial, O´Neill critica a criação de uma outra sigla - o PIGS, o grupo de países formado por Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha, e que estaria no cerne das turbulências européias. Para o economista americano, o mais adequado é localizar a crise nos países mediterrâneos.

Para os investidores brasileiros, que assistem à forte queda da Bovespa neste início de ano, O'Neill reafirmou sua crença no potencial do país, mas adverte que é preciso aprender que, quando se trata de mercado de ações, "não há nada parecido com uma linha reta". Veja, a seguir, a entrevista concedida ao Portal EXAME por e-mail, enquanto O'Neill prepara-se para uma viagem de uma semana a Hong Kong (Continua...).

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