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Primeiro-ministro também reconheceu a gravidade da situação bancária: 'É um problema muito sério, que todo mundo sabe que existe'
Madri - O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, negou neste domingo que tenha recebido pressões de outras nações europeias para que solicitasse ajuda para recapitalizar os bancos de seu país.
'Quem pressionou fui eu', contestou Rajoy em entrevista coletiva no Palácio de La Moncloa (sede do governo), ao falar sobre o pedido formal de resgate financeiro feito por Madri neste sábado para salvar o setor bancário espanhol com uma linha de crédito de até 100 bilhões de euros, aprovado pela zona do euro no próprio sábado.
Ele fez questão de dizer que não foi fácil conseguir o acordo e lembrou que outros países europeus tiveram de utilizar seus próprios recursos também para recapitalizar os bancos. O primeiro-ministro também reconheceu a gravidade da situação bancária: 'É um problema muito sério, que todo mundo sabe que existe'.
Em sua opinião, o pacote de empréstimos da União Europeia (UE) será decisivo para salvar o setor bancário espanhol e já deveria ter sido aplicado antes.
Perguntado por que o governo espanhol não solicitou o resgate ao setor bancário antes para evitar o agravamento do problema, Rajoy alfinetou seus rivais do governo antecessor, liderado pelo socialista José Luis Rodríguez Zapatero: 'Pois eu também gostaria de saber por quê'.
'Isto deveria ter ocorrido há três anos, mas as coisas são como são, e não como gostaríamos que fossem. Temos de tomar as decisões agora', acrescentou.
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