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Trabalho | 24/07/2012 12:55

Precaução quanto à crise causou redução de empregos formais

Para o presidente de sindicato de metalúrgicos, preocupação do empresariado com a crise prejudica o desenvolvimento da economia interna

Elaine Patricia Cruz, da

Daniela de Lamare/Gloss

Carteira de trabalho

Queda na criação de empregos formais: presidente de sindicato de metalúrgicos diz que preocupação do empresariado prejudica o desenvolvimento da economia interna

São Paulo - Para o presidente em exercício da Força Sindical e também presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres, a redução na criação de empregos formais no Brasil se deve, principalmente, a uma precaução exagerada do empresariado nacional quanto à crise internacional. Hoje (23), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostrou redução superior a 25% na criação de empregos com carteira assinada no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado.

“Achamos que foi muito forte essa reação do empresariado de deixar o emprego cair dessa maneira. Do nosso ponto de vista, da indústria, não vemos essa necessidade. Analiso que foi uma medida de proteção muito grande que os empresários fizeram”, disse Torres, em entrevista na noite de hoje (23) à Agência Brasil.

Para Torres, a preocupação do empresariado com a crise internacional prejudica o desenvolvimento da economia interna. “O empresariado precisa entender que toda vez que tem recuo de emprego, tem recuo de renda. Se tem recuo de renda, o trabalhador não compra, o comércio não vai comprar da indústria e as indústrias não vão fabricar e vai aumentar o desemprego”, disse.

Pouco mais de 1 milhão de empregos, com carteira assinada, foram gerados no primeiro semestre deste ano, redução de 366 mil vagas em comparação a 2011.

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