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Greve | 07/08/2012 16:30

Policiais federais param e pedem reestruturação da carreira

Somente os policiais federais no Rio de Janeiro não aderiram ao movimento

"Estamos pleiteando uma lei que efetivamente estabeleça as atribuições dos cargos", disse. "Evidentemente que a reestruturação tem um reflexo salarial. Em termos salariais, estamos há sete anos sem nenhum reajuste. Nem inflacionário." De acordo com Poloni, 70 por cento do efetivo de 12 mil funcionários da PF aderiram à paralisação. Ele disse que serviços como fiscalização, realização de audiências e de investigações foram suspensos.

Em alguns aeroportos, como o Salgado Filho, em Porto Alegre, e o Juscelino Kubitschek, em Brasília, os funcionários da PF cruzaram os braços.

Em São Paulo, nos aeroportos de Congonhas e de Guarulhos, a previsão é realizar a partir de quinta-feira uma operação-padrão, quando todos os procedimentos são seguidos à risca, o que, na prática, torna mais lento o trânsito de passageiros pelos postos de controle.

"Nas delegacias de fronteira, nós orientamos que se faça uma operação-padrão, porque são áreas de segurança nacional", disse o vice-presidente da Fenapef.

Segundo ele, a emissão de passaportes não será completamente suspensa "para não prejudicar os cidadãos". De acordo com Poloni, os casos emergenciais serão atendidos pelos funcionários da PF.

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