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Colheita de milho: Seca afeta 88% do milho dos EUA
Washington - A maior seca nos Estados Unidos em mais de 50 anos ameaça disparar os preços da cesta básica, coloca em questão a viabilidade dos biocombustíveis e revela o impacto climático na segurança alimentar.
A incomum ausência de chuvas no meio-oeste e sul dos EUA reduziu à folhas secas e talos esquálidos imensas extensões de milho e soja, matérias-primas da indústria alimentícia, o que pode gerar um grande aumento de preços não só no país, mas em todo o mundo.
Os Estados Unidos, primeiro produtor mundial de milho, seguido pelo Brasil e China, está passando por um ano trágico para as colheitas devido a uma seca que se concentrou nos estados agrícolas e que afeta 88% do milho e 77% da soja.
''A situação é muito grave em lugares como Illinois, que recebeu finalmente alguma chuva, embora provavelmente o preço do milho continuará subindo'', disse à Agência Efe Garry Niemeyer, presidente da Associação Nacional de Produtores de Milho.
Niemeyer afirmou que os problemas de produção nos Estados Unidos também são uma oportunidade para agricultores do México e América do Sul, que poderão ajudar a equilibrar os preços do cereal mais produzido do mundo e a peça mais importante na regulação dos preços.
A seca, extrema em estados como Indiana e Illinois, e que encareceu os preços do milho em até 50%, tem repensado também o uso deste cereal na produção de etanol, um biocombustível que consome 40% da produção.
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