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Investimentos | 25/06/2012 16:40

Petrobras condiciona plano de negócios ao fim de subsídios

Foi o que indicou nesta segunda-feira a presidente da companhia, Maria das Graças Foster, em uma apresentação do plano de negócios a investidores

Carlos A. Moreno, da

EXAME/Arquivo

Refinaria da Petrobras no Rio Grande do Norte

Refinaria da Petrobras: As perdas aumentaram nos últimos meses porque, diante do forte aumento do consumo interno, a Petrobras teve de aumentar suas importações

Rio de Janeiro - O ambicioso plano de negócios da Petrobras, que prevê investimentos de US$ 236,5 bilhões entre 2012 e 2016, está condicionado à paridade dos preços internos com os externos, ou seja, ao fim do subsídio indireto que o Brasil dá aos combustíveis.

Foi o que indicou nesta segunda-feira a presidente da companhia, Maria das Graças Foster, em uma apresentação do plano de negócios a investidores e posteriormente em entrevista coletiva. "O plano aprovado pelo conselho diretor tem como orçamento a paridade com os preços internacionais".

Apesar da alta das cotações internacionais do petróleo nos últimos anos, o Brasil manteve relativamente congelados os preços dos combustíveis no mercado interno para controlar a inflação. Esse subsídio indireto causa perdas à empresa, que importa óleo cru a preços internacionais e vende derivados conforme os preços fixados pelo governo.

As perdas aumentaram nos últimos meses porque, diante do forte aumento do consumo interno, a Petrobras teve de aumentar suas importações de petróleo e derivados de 500 mil barris diários no início de 2011 a cerca de 800 mil barris diários em maio passado.

No entanto, o governo anunciou na sexta-feira passada um reajuste de 7,83% do preço da gasolina, que não será sentido pelo consumidor porque o imposto sobre os combustíveis foi reduzido na mesma proporção - o que fez o subsídio se tornar uma redução das receitas do Estado, segundo as autoridades.

O reajuste não foi suficiente para alcançar a paridade desejada pela Petrobras. Na manhã desta segunda-feira, as ações da companhia registravam queda de 5% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

"Uma revisão dos preços dos combustíveis abaixo do esperado pelo mercado já nos deu condições para trabalhar de forma mais estável, mas trabalhamos com a paridade internacional e ponto", afirmou Foster, ao indicar que os preços dos combustíveis podem aumentar ainda mais no país.

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