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Por AE
São Paulo - A Petrobras virou alvo do forte lobby contra o Irã nos Estados Unidos. A União Contra um Irã Nuclear (UANI, na sigla em inglês) protestou formalmente contra a empresa brasileira por seus negócios com o regime de Teerã. A medida ocorre paralelamente à ação legislativa de 50 congressistas americanos que pedem ao presidente Barack Obama que aplique sanções contra 16 multinacionais, incluindo a Petrobras, por operações com o governo iraniano.
No site da entidade lobista, há uma lista de atividades da Petrobras relacionadas ao Irã. Além disso, a UANI lista as ameaças de fundos de pensão ao longo dos últimos anos de retirar seus investimentos da empresa brasileira caso os negócios com o Irã sejam mantidos. O lobby adverte estes investidores sobre as relações de companhias nas quais eles investem com o regime de Teerã, dizendo que, indiretamente, o dinheiro deles pode ser canalizado para um inimigo dos EUA.
Esta pressão da UANI surtiu efeito e a Petrobras enviou uma carta para a SEC (espécie de Câmara de Valores Mobiliários dos EUA) afirmando não ter qualquer atividade no Irã atualmente, possuindo apenas três funcionários no país, de um total de 74 mil no mundo. Segundo a empresa, foi cumprido um contrato com a Companhia Nacional Iraniana de Petróleo, assinado em 2004, mas encerrado em julho deste ano. O texto é assinado por Theodore Helms, gerente-executivo de relações com os investidores, e foi enviada antes de a Petrobras anunciar na semana passada que estuda encerrar as atividades no Irã. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
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