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Comércio no Rio de Janeiro: Gonçalves reconheceu que, embora os resultados da Rio+20 tenham sido favoráveis, o comércio precisa de maior capacitação
Rio de Janeiro - A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, encerrada no último dia 22, elevou em 6% as vendas do comércio da cidade no período. É o que revela pesquisa divulgada hoje (5) pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio). A sondagem foi realizada entre os dias 11 e 25 de junho passado.
O presidente do CDL-Rio, Aldo Gonçalves, comparou o desempenho do comércio durante a Rio+20 a um vestibular. Disse à Agência Brasil que o setor passou no teste e mostrou que está preparado para os demais eventos internacionais programados para a cidade, entre os quais a Copa das Confederações e o Encontro Mundial da Juventude Católica, em 2013; a Copa do Mundo de Futebol, em 2014; e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos*, em 2016.
“Foi um resultado positivo também do ponto de vista da cidade e da parte de conscientização dos problemas ambientais pela população”. Gonçalves criticou somente os pontos facultativos estabelecidos pelo governo municipal para o período de 20 a 22 de junho, coincidindo com a Reunião de Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo, no âmbito da conferência da ONU.
De acordo com o lojista, sem o estabelecimento do ponto facultativo, o movimento do comércio poderia ter sido maior. Outro ponto negativo que o Rio ainda mostrou foi a questão do trânsito, segundo ele. “Mas, o balanço geral foi positivo”.
Gonçalves reconheceu que, embora os resultados da Rio+20 tenham sido favoráveis, o comércio precisa de maior capacitação. “O setor já está cuidando de capacitar os comerciários e também os próprios comerciantes, no sentido de se preparar para atender a um grande fluxo de turistas”. Ele priorizou o treinamento em técnicas de venda e na qualidade do atendimento.
De acordo com a pesquisa, os africanos foram os consumidores estrangeiros que mais compraram durante a Rio+20, com participação de 34,5% do total, seguidos pelos latino-americanos (24,1%), europeus (20,7%), norte-americanos (17,2%) e asiáticos (3,4%). Os artigos mais procurados pelos visitantes estrangeiros e brasileiros no período foram roupas, calçados, bolsas, acessórios e moda praia.
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