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A Fitch reagiu nesta quarta-feira perante o plano de perdão anunciando que rebaixava a nota da dívida grega para o nível "C"
Atenas - O Parlamento da Grécia iniciou nesta quarta-feira a tramitação legal do acordo que prevê o perdão de parte da dívida do país, conforme estipulado entre Atenas e a União Europeia (UE), mas criticado pelas agências de classificação de risco e contestado por manifestantes nas ruas.
Os projetos de lei que pretendem executar o perdão, denominado oficialmente Participação do Setor Privado, assim como a aprovação de parte dos cortes exigidos pelos credores, começaram a ser debatidos nesta quarta-feira no Parlamento, protegido por cercas de segurança para evitar possíveis distúrbios.
As manifestações contra os cortes de gastos convocadas pelos sindicatos e movimentos de esquerda foram pacíficas, mas a polícia deteve 30 pessoas quando dispersou à força a concentração de aproximadamente 1 mil pessoas da praça Sintagma, frente ao Legislativo.
Outra concentração, organizada pelo Partido Comunista da Grécia (KKE) e seus sindicatos filiados, reuniu cerca de 8 mil pessoas - segundo dados da polícia - que gritavam palavras de ordem como "Abaixo o governo da plutocracia!".
"Não nos transformaremos em escravos por 400 euros!", dizia o slogan de um cartaz, em referência ao salário mínimo líquido que será cobrado pelos menores de 25 anos após o acordo entre o governo grego e a "troika" - formada pela Comissão Europeia (órgão executivo), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI).
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