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De acordo com o levantamento, a terceirização permite que a empresa corte custos inerentes a vagas de não terceirizados
São Paulo - Há dois anos está em curso uma queda na participação de empregados terceirizados em relação ao total de trabalhadores formais no Estado de São Paulo. Enquanto em 2008 os terceirizados representavam próximo de 30% dos empregos formais gerados, em 2010 eram 13,6%. É o que mostra pesquisa do Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão de Obra, Trabalho Temporário, Leitura de Medidores e Entrega de Avisos do Estado de São Paulo (Sindeepres), divulgada hoje.
No entanto, segundo o levantamento, a queda relativa de empregados nessa condição se deve "à forte elevação dos postos de trabalho não terceirizados", já que em números absolutos a terceirização apresentou crescimento tanto no total de trabalhadores quanto no de empresas que recorreram a ela. Além disso, os dados revelam que essas pessoas recebem, em média, metade do valor estimado do salário médio real dos trabalhadores em geral.
A pesquisa Trajetórias da Terceirização aponta que, em 1994, eram 100 mil empregados terceirizados distribuídos em aproximadamente 500 empresas. No ano seguinte, ocorreu o início de um crescimento do setor, chegando em 2010 a 700 mil trabalhadores que se enquadram nessa condição em 5,4 mil companhias.
"Os empregos de terceirização aumentam continuadamente, ainda que tenham perdido importância relativa na década de 2000, devido à forte elevação dos postos de trabalho não terceirizados, tendo em vista o retorno do crescimento econômico com mais geração de novos postos de trabalho", conclui o documento.
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