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'Poderia garantir um maior impacto ajudando menos países e concentrando-se nas pessoas mais pobres', diz o relatório da OCDE
Paris - A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) considerou nesta segunda-feira que a Espanha poderia aproveitar melhor o orçamento destinado à cooperação se reduzisse o número de países nos quais intervém e melhorasse sua coordenação com a sociedade civil e as organizações não-governamentais.
Em um estudo sobre as políticas e programas de cooperação realizados pela Espanha, a OCDE destacou que, embora nos últimos anos tenha reduzido de 56 para 50 o número de países que ajuda, os fundos ainda são distribuídos entre muitas nações.
'Poderia garantir um maior impacto ajudando menos países e concentrando-se nas pessoas mais pobres', conclui esse relatório divulgado hoje, no qual ressalta que a Espanha é o sétimo maior doador em nível mundial em termos de volume.
Apesar dos elogios dirigidos ao país, que melhorou a qualidade de suas ajudas e praticamente as duplicou desde 2003, a organização não poupa conselhos para aumentar a eficácia das mesmas.
A OCDE aponta que quase 20% da ajuda espanhola é distribuída pelos governos regionais para colaboradores locais em países em desenvolvimento, uma prática que 'contribui para o desenvolvimento em nível local', mas da qual se pede que estejam informadas as autoridades nacionais.
A organização também insiste que a cooperação espanhola tem uma forte relação com a sociedade civil e se canaliza em uma parte importante através das ONGs, algo que poderia melhorar com uma política clara sobre 'quando, como e por que as ONGs deveriam envolver-se na ajuda oficial'.
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