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Avaliação | 14/06/2012 13:23

Para Mantega, alta da renda eleva consumo e crédito

Ministro avaliou os dados do IBGE, que afirmam que as vendas do varejo subiram 0,8% em abril na comparação com março

Eduardo Cucolo e Célia Froufe e Renata Veríssimo, do

Paulo Whitaker/Reuters

Ministro da Fazenda, Guido Mantega, presente no Reuters Latam Investment Summit em São Paulo

Ministro da Fazenda, Guido Mantega, presente no Reuters Latam Investment Summit em São Paulo, 2012

Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou na manhã desta quinta-feira, com base nos dados das vendas do varejo, divulgados mais cedo pelo IBGE, que o consumo brasileiro está crescendo e que isso ocorre de forma sustentável porque a renda da população está em expansão. Pelos dados do IBGE, as vendas subiram 0,8% em abril na comparação com março e 6% em relação ao mesmo mês do ano passado.

"Em abril, houve um nível de consumo superior a março e a fevereiro. Estamos aumentando gradualmente o nível de consumo, o que é salutar, e o de crédito no País, o que é sustentável porque a renda continua a crescer", disse o ministro.

Mantega observou que a inadimplência está caindo e atingiu patamares bastante "toleráveis". "O endividamento das famílias está caindo, como mostrou pesquisa da Confederação Nacional dos Serviços. A família brasileira andou pagando suas dívidas", afirmou.

O ministro disse também que passou a ser normal no Brasil que todos tenham acesso ao crédito. "Crédito é uma coisa normal no mundo todo. Antigamente, havia famílias que não tinham crédito e passaram a tê-lo." Mantega afirmou que, nos últimos meses, diante do cenário internacional, o consumidor brasileiro ficou mais cauteloso e usou o aumento de renda para quitar uma parte das dívidas.

"No Brasil, a renda continua subindo, porque o mercado de trabalho está aquecido, ao contrário do que acontece nos EUA e na Europa", disse. Segundo Mantega, a maior parte dos empréstimos no País é de até 12 meses, o que torna mais fácil quitar essas dívidas. Já o crédito mais longo está concentrado no habitacional, que tem um nível menor de atrasos.

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