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AE
O apagão do dia 10 provocou pane no sistema do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Essa foi a explicação ouvida por trabalhadores em busca do seguro-desemprego, mutuários que contam com os recursos do FGTS para arcar com o financiamento da casa própria e aposentados que procuram as agências da Caixa Econômica Federal nos últimos dias. Ontem, a reportagem entrou em contato com 32 agências paulistanas da Caixa, banco que opera os recursos do FGTS. Todas informaram que o sistema saiu do ar na quarta-feira passada, logo depois do blecaute da noite de terça, e continuou indisponível até pelo menos sexta-feira. Em 13 agências, o serviço ainda não voltou a funcionar.
Nove agências não sabiam explicar por que o sistema estava fora do ar. "É um problema nacional, geral", se limitavam a dizer as atendentes. Nas outras 23 agências, o apagão foi imediatamente apontado como causa. A versão mais ouvida pela reportagem foi que um servidor instalado no Rio de Janeiro queimou com o blecaute. "Desde quarta-feira não conseguimos dar entrada em nenhum pedido e muito menos liberar o dinheiro", declarou uma funcionária da agência Clínicas. "Conseguimos só fazer as consultas do saldo disponível."
Quem tentou se informar pelo serviço 0800 do FGTS recebeu uma explicação diferente: o sistema estava indisponível para verificação de extrato. Mas não foi só com o FGTS que o cliente do banco teve problemas após o blecaute: a pane teria, também, afetado outros serviços. "Quem requisitou benefícios como o PIS também não conseguiu ser atendido", relatou uma atendente da agência Belas Artes.
A Caixa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, "que os serviços do FGTS foram normalizados e estão ocorrendo dentro dos prazos legais nas agências do banco", de cinco dias úteis. A causa do problema, segundo a Caixa, seria "uma pane elétrica que afetou o prédio central da instituição no Rio de Janeiro, que armazena as operações do FGTS". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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