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Líderes europeus reconheceram que a estratégia de austeridade até agora defendida pela UE 'não é suficiente' para revitalizar a economia e os mercados de trabalho
Bruxelas -Os líderes da União Europeia (UE) se comprometeram nesta segunda-feira a elaborar planos nacionais de criação de emprego, com especial ênfase nos jovens; iniciativa que será financiada com fundos comunitários não alocados.
Em declaração divulgada na cúpula extraordinária realizada hoje em Bruxelas - a primeira dedicada exclusivamente ao crescimento e ao emprego -, os líderes europeus reconheceram que a estratégia de austeridade até agora defendida pela UE 'não é suficiente' para revitalizar a economia e os mercados de trabalho.
Os países da UE que respaldaram o texto (todos exceto a Suécia, que não assinou a declaração por razões parlamentares), se comprometeram a desenvolver planos nacionais com medidas concretas para melhorar a formação e o emprego, cuja execução será supervisada por Bruxelas.
A declaração insistiu na necessidade de resolver o problema do desemprego juvenil, que na Espanha afeta quase metade dos menores de 25 anos em idade de trabalhar, o maior índice de toda a UE.
Os líderes propõem reformas nos mercados trabalhistas centradas em vários eixos, como a redução dos desequilíbrios entre o emprego temporário e o indefinido e a diminuição da tributação do trabalho, e apostam nos programas de bolsas de estudos e estágios para facilitar o acesso dos jovens a seu primeiro emprego.
Na declaração de hoje, os líderes comunitários pedem que as reformas sejam feitas em cooperação com os agentes sociais e respeitando 'os sistemas nacionais dos Estados-membros'.
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