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Segundo o ministro, a crise na zona do euro tem contaminado a economia mundial, reduz o crescimento até mesmo em países emergentes como o Brasil, China e Índia
São Paulo - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou, na noite desta quinta-feira, que o governo brasileiro continuará a tomar medidas de estímulo à economia e que o país "repetirá o fenômeno de 2008" e será um dos primeiros a sair da crise. "Continuaremos tomando medidas de estimulo e não descansaremos enquanto o crescimento vigoroso surgir", afirmou o ministro, durante pronunciamento no prêmio "As Melhores da Isto É Dinheiro", em São Paulo (SP).
Segundo o ministro, a crise na zona do euro tem contaminado a economia mundial, reduz o crescimento até mesmo em países emergentes como o Brasil, China e Índia. "Na crise, o Brasil sofreu uma onda de importações por países desesperados", disse o ministro. Mantega voltou a alfinetar os bancos privados e reafirmou que as instituições financeiras "adotaram posições defensivas (durante a crise), aumentando spreads e reduzindo crédito".
Para combater a crise, o ministro citou ações do governo, como os R$ 133 bilhões em investimentos de Parcerias Públicos Privadas (PPPs), anunciados ontem em obras de infraestrutura de rodovias, ferrovias e portos, bem como o aumento da capacidade de endividamento de Estados brasileiros em mais R$ 42,225 bilhões, divulgada nesta quinta-feira. "Os projetos ampliarão capacidade produtiva e reduzirão custo Brasil".
Ainda segundo o ministro, só desoneração de tributos em 2012, o governo contribuiu com R$ 45 bilhões. "Há ainda a redução consistente das taxas de juros, que estimula produção", disse. "O governo transformou a crise em oportunidades, com juros mais baixos que estimulam consumo e abrem oportunidades", completou.
Por fim, o ministro citou que já há sinais da recuperação da economia, mostrados no desempenho de junho do comercio varejista no mercado interno, que cresceu 6,1% ante maio no conceito ampliado, que considera as vendas de automóveis e materiais de construção, e ainda na criação de 142.496 empregos formais em junho apontados pelo Caged.
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