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Empresas | 14/06/2013 14:39

Otimismo de CFOs tem tendência de redução no Brasil e na AL

Pesquisa da FGV e Duke University mostra inflação e código tributário entre as maiores preocupações

GERMANO LUDERS

Avenida Faria Lima

Avenida Faria Lima, onde se concentram escritórios em São Paulo: no Brasil, entre os CFOs, 46% estão menos otimistas do que estavam no trimestre anterior, enquanto 20% estão mais otimistas

São Paulo – Os CFOs (executivo financeiro chefe) do Brasil e da América Latina continuam sendo os mais otimistas do mundo com relação às economias de seus países - mas há uma tendência à redução nesse otimismo. É o que mostra a pesquisa trimestral Panorama Global dos Negócios, conduzida pela Duke University, FGV e CFO Magazine.

A última edição da pesquisa mostra que, no Brasil, entre os CFOs, 46% estão menos otimistas do que estavam no trimestre anterior, enquanto 20% estão mais otimistas. Na América Latina, o resultado é parecido, 46% estão mais pessimistas e 24% mais otimistas.

No entanto, o índice de otimismo no Brasil foi considerado estável. Em uma escala de 0 a 100, os CFOs do Brasil atribuem a nota 61,4 para o seu otimismo com relação à economia brasileira. No trimestre anterior, a nota atribuída era 63,5. Na América Latina, a nota média passou de 66 para 69 no último trimestre.

O México é o mais otimista, com 70,7, seguido de Chile (69,3), Colômbia (68,8) e Peru (66,8). Os CFOs argentinos são os menos otimistas: 37,5. Nos EUA, o índice está crescendo e hoje, é de cerca de 60,8.

Funcionários e salários

Na América Latina, os CFOs indicam uma redução na taxa de crescimento das contratações de empregados efetivos pelas empresas. Espera-se um aumento médio de 2,7% para os próximos 12 meses (nos trimestre anterior as projeções eram de um aumento de 3,9% e 3,3%).

Enquanto isso, a tendência para o aumento no uso de mão de obra temporária e terceirizada cresce - até dois trimestres atrás, a tendência era de queda. Já para os salários, a projeção é que eles passem a crescer a uma taxa maior (8% neste trimestre contra 5,9% e 7,1% nos trimestres anteriores). Mas isso reflete, possivelmente, um aumento na taxa de inflação, segundo o estudo.

Aumentou também a tendência para redução nos investimentos de capital. A taxa de crescimento estava na casa dos 7% e, há dois trimestres, caiu para 3,4% e, agora, para 1,9%. As projeções para o crescimento nos gastos com propaganda e marketing aumentaram, de 5,8% para 21%.

Inflação e código tributário

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