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São Paulo – Não é só a Selic que vem caindo no Brasil. A nota do Banco Central brasileiro registrou leve queda no ranking da Global Finance, que dá notas aos presidentes de 50 Bancos Centrais no mundo. Alexandre Tombini recebeu nota B por sua atuação em 2011, inferior ao B+ relativo a 2010 recebido no ranking anterior. Nas Américas, o único com nota A é o Canadá. Na sequência vem México e Chile, com B+.
A revista Global Finance dá notas à atuação dos presidentes dos Bancos Centrais de 50 países desde 1994. A escala vai de A até F (a menor nota). As áreas analisadas são controle de inflação, metas de crescimento, estabilidade da moeda e administração da taxa de juros. Critérios subjetivos também são considerados, segundo o estudo.
Os líderes dos BCs de seis países foram nomeados pela publicação como os melhores do mundo em 2011 - e nenhum é europeu: Glenn Stevens, da Austrália; Mark Carney, do Canadá; Stanley Fischer, de Israel; Zeti Akhtar Aziz, da Malásia; Amando Tetanco Jr., das Filipinas e Fai-Nan Perng, de Taiwan.
Nas Américas a nota mais baixa foi da Argentina e do Equador, D, a pior nota entre os 50 países. Ben Bernanke, dos Estados Unidos repetiu a nota brasileira, B, também acompanhado pelos presidentes dos bancos centrais da Colômbia e do Peru. Na sexta-feira passada, Bernanke, afirmou que a situação econômica americana está longe de ser satisfatória e, por isso, não descartou novas medidas adicionais de estímulo.
Mario Draghi, do Banco Central Europeu, obteve um B-, assim como Mervyn King, do Reino Unido. Na Europa, se saíram pior, Belarus e Hungria, com a nota C. Nessa quinta-feira, as expectativas do continente estarão sobre a reunião do BCE. Muitos esperam Draghi revele as linhas de um novo plano de compra de títulos públicos para ajudar a zona do euro.
Na Ásia, a nota mais baixa foi o C- do Japão. A economia do Japão cresceu 0,3% no segundo trimestre desse ano em relação ao primeiro. Para este ano fiscal, que no Japão termina em março de 2013, o banco central japonês prevê que a economia cresça 2,2%.
A China obteve um B-. O PIB do país cresceu 7,6% no trimestre passado, abaixo dos 8,1% registrados entre janeiro e março. Há sinais de que o ritmo de crescimento da China vai diminuir também no terceiro trimestre. Desde junho, o banco central chinês reduziu duas vezes as taxas de juros, em uma tentativa de estimular a economia.
Arábia Saudita e Nigéria foram os destaques na África e Oriente Médio, com B+. Os piores, com nota C, foram África do Sul, Argélia, Etiópia e Líbano. Os presidentes dos BCs da Suíça e do Kuwait não receberam notas por estarem a pouco tempo no cargo.
Veja os países com as melhores e as piores notas:
| País | Nota (melhores) | País | Nota (piores) |
|---|---|---|---|
| Austrália | A | Argentina | D |
| Canadá | A | Equador | D |
| Israel | A | Japão | C- |
| Malásia | A | África do Sul | C |
| Filipinas | A | Argélia | C |
| Taiwan | A | Bangladesh | C |
| Arábia Saudita | B+ | Belarus | C |
| Cazaquistão | B+ | Coreia do Sul | C |
| Chile | B+ | Etiópia | C |
| México | B+ | Hungria | C |
| Nigéria | B+ | Índia | C |
| Rússia | B+ | Líbano | C |
| Tailândia | B+ | Vietnã | C |
Veja também: Economia do Brasil é só nota B, diz Financial Times
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