Lisboa - Os votos da coalizão conservadora no Governo português, que conta com maioria absoluta na Câmara, permitiram nesta sexta-feira que seu orçamento para 2014 superou a primeira votação parlamentar, apesar da rejeição em bloco da oposição.

O documento, que traz novos cortes do gasto público e mantém a pressão fiscal elevada para o próximo exercício, foi defendido pelo Governo como a melhor via para fechar com sucesso o programa de ajustes estipulado com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) como contrapartida para seu resgate financeiro.

O texto criou fortes críticas entre as forças de esquerda e também entre patronal e sindicatos, e de fato, hoje mesmo milhares de pessoas se concentraram em frente ao Parlamento em Lisboa convocados pela central CGTP para expressar seu desacordo com um orçamento que consideram "empobrecedor" para o país. 

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