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Símbolo das Olimpíadas em Newcastle, Inglaterra: “o ouro vai onde o ambiente de crescimento é melhor”, afirma o relatório
São Paulo - O Goldman Sachs “prevê” que o Brasil vai ganhar 18 medalhas nas próximas Olimpíadas, que começam no final desse mês. E não é chute. O banco analisou os quadros de medalha dos Jogos Olímpicos desde 1896 para relacionar a vitória nos esportes ao ambiente econômico dos países competidores.
“O ouro vai onde o ambiente de crescimento é superior”, afirma o relatório. A renda per capita está fortemente associada ao ganho de medalhas – historicamente, o PIB per capita mais alto indicou maior número de medalhas, segundo o relatório. A observação sugere que um pequeno aumento do PIB per capita pode significar mais duas ou cinco medalhas.
Uma explicação para a relação entre medalhas olímpicas e economia foi dada por Tim Hollingsworth, CEO da Associação Paraolímpica britânica, em entrevista ao relatório: “Quando você cria um ambiente de classe mundial, está muito mais predisposto a criar atletas de classe mundial”.
É lógico que não é apenas a renda que influencia no desempenho olímpico. Além do PIB per capita, o banco destacou a cultura esportiva local, a infraestrutura e o treino, entre outros fatores importantes para desenvolver a performance esportiva, mas ressaltou que há fatores que são antecedentes a esses. O Goldman usa uma “nota de crescimento do ambiente” para tentar medir esses fatores antecedentes.
A nota foi desenhada para capturar aspectos econômicos, políticos e do ambiente institucional que podem afetar a performance da produtividade e do crescimento nos países. Para saber quem vai subir no degrau mais alto do pódio o Goldman leva em consideração seis aspectos: condições políticas, estabilidade macroeconômica, condições macroeconômicas, capital humano, tecnologia e o ambiente microeconômico. Os indicadores vão além dos níveis de renda – mas ainda assim estão relacionados a eles, segundo o banco.
De acordo com o modelo do Goldman, o Brasil traria 18 medalhas, sendo seis de ouro – o dobro do que foi obtido nos últimos jogos, em 2008, quando o país obteve um total de 15 medalhas sendo três de ouro. Ainda assim, o Brasil fica longe dos dez primeiros colocados – basicamente, cinco países do G7 (EU, Reino Unido, França, Alemanha e Itália), China, Rússia, Coréia do Sul, Austrália e Ucrânia.
Esportes mais afetados
A relação entre o sucesso olímpico e as variáveis econômicas também depende da modalidade esportiva. Os esportes mais caros, como o hipismo, podem limitar a participação de países pobres, além de serem menos populares entre a população local.
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