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Embora níveis de emprego sejam elevados, ineficiência da mão-de-obra brasileira preocupa, de acordo com Gilberto Guimarães
Brasília - A criação de postos de trabalho com carteira assinada no Brasil recuou pelo segundo mês consecutivo em junho e fechou o primeiro semestre do ano com o pior desempenho desde 2009, em um sinal de que o forte mercado de trabalho brasileiro está começando a sentir os efeitos da desaceleração da economia local e global.
Em junho, foram criados 120.444 postos de trabalho --o pior resultado para o mês desde 2009--, segundo dados divulgados nesta segunda-feira do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.
O dado ficou abaixou da estimativa do mercado, que esperava a criação de 151.000 postos em junho, de acordo com pesquisa Reuters. Em maio foram criados 139.679 postos de trabalho formal no país.
No primeiro semestre, o número de vagas abertas recuou 25,9 por cento em relação ao mesmo período de 2011, totalizando 1.047.914 vagas, no dado com ajuste das admissões informadas pelas empresas após o prazo obrigatório.
"A desaceleração na oferta de vagas tem ocorrido em todos os setores, mas no setor industrial a freada tem sido maior", disse à Reuters o economista André Gamerman da Opus Gestão de Recursos.
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