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Por Nathália Ferreira
Bruxelas - A economia da zona do euro (grupo que reúne os 16 países que adotam o euro como moeda) parece estar emergindo da recessão, mas o setor bancário ainda frágil, o euro mais forte e o desemprego crescente continuam sendo preocupações importantes, informou hoje a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em sua projeção semestral para a economia mundial, a entidade elevou as previsões para a zona do euro. A expectativa é de contração de 4% na economia este ano, melhor que o declínio de 4,8% previsto anteriormente, e de crescimento de 0,9% em 2010, acima da estabilidade anunciada antes.
"O crescimento recomeçou na zona do euro no terceiro trimestre e deve continuar a ganhar fôlego lentamente", disse a OCDE no relatório, que também prevê que a economia da zona do euro crescerá 1,7% em 2011. No entanto, há riscos no caminho. A OCDE alertou que os bancos continuam sendo uma preocupação e defendeu mais transparência nos testes de estresse das instituições. A organização também alertou que os bancos que buscam reforçar o colchão de capital "podem agir como um freio na disponibilidade de crédito".
O desemprego, que a OCDE espera atingir o pico de 10,9% ao longo dos próximos dois anos, também pode prejudicar a recuperação econômica. A organização alertou ainda que o euro, que atualmente chegou perto de US$ 1,50, pode prejudicar a atividade econômica no bloco da moeda única.
A OCDE recomendou que o Banco Central Europeu (BCE) mantenha sua política atual até o fim de 2010. Durante a crise, o BCE cortou o juro básico de 4,25% para 1,0% ao ano, patamar que é mantido desde maio. A organização espera que a inflação na zona do euro fique, em média, em 0,2% este ano e suba para 0,9% em 2010, voltando a desacelerar para 0,7% em 2011. As informações são da Dow Jones.
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