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Bradesco e Itaú Unibanco demonstram preocupação com o cenário inflacionário
São Paulo – As equipes econômicas do Bradesco e do Itaú Unibanco consideraram “surpreendente” a decisão do Banco Central (BC) de reduzir os juros básicos em meio ponto percentual.
Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por 5 votos a 2, cortar os juros básicos da economia de 12,50% para 12% ao ano.
Em relatório distribuído a clientes, o Itaú diz que “a decisão surpreendeu não só o consenso dos analistas, que esperava manutenção, como o mercado de juros futuros, que embutia probabilidade de 0,25pp de corte”.
O texto, assinado pelo economista-chefe da instituição e ex-diretor do BC, Ilan Goldfajn, e pelos economistas Aurélio Bicalho e Caio Megale, traz uma preocupação com a inflação. “O IPCA ainda mostra muita rigidez em torno do topo da banda de tolerância (6,5%). A robustez do mercado de trabalho e o aumento do salário mínimo em 2012 sugerem que esse quadro não vai se alterar rapidamente. Salvo em um cenário de ruptura, o IPCA deve continuar acima da meta de 4,5% no horizonte relevante.”
O Itaú lembra que o Banco Central brasileiro é o primeiro a reduzir os juros, de forma relevante, entre os emergentes. “O Copom parece querer evitar 2008, quando preferiu esperar por evidências mais concretas dos efeitos da crise antes de mexer na Selic.”
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