Aguarde...
IntegraçãoChile quer investir e promover intercâmbios no Brasil
EconomiaJuros têm alta diante de avanço do dólar
EconomiaBanco público avança mais na concessão de crédito
ContasDívida dos Estados é impagável, diz relator
MinistroGoverno não está negociando dívidas estaduais, diz Mantega
AnúncioGoverno pode distribuir royalty da mineração a não produtor
NegóciosMercado japonês de carnes suínas abre portas para o Brasil
EncontroBrasil ainda é oportunidade para alguns
EconomiaInadimplência tem nível mais baixo desde outubro de 2011
ÍndiceConfiança do consumidor cai 6,2% na cidade de São Paulo
A crise na Espanha prejudica o Brasil? Como?
Indiretamente, sim. "Sempre que a Europa é ameaçada por uma possibilidade de crise sistêmica, a aversão ao risco é a primeira reação dos investidores", afirma o professor Mauro Guillen, da Wharton School, na Universidade da Pensilvânia. Desta forma, ainda que os BRICS (grupo de países emergentes do qual o Brasil faz parte) tenham uma situação fiscal sólida, perspectiva de crescimento e mercado interno forte, os investimentos acabam migrando para títulos do tesouro dos Estados Unidos ou da Alemanha, além de outras aplicações seguras. Isso faz com que os investimentos estrangeiros no país diminuam e também pode acarretar em queda da confiança dos empresários na própria economia brasileira.
No setor bancário, os efeitos também são pequenos. Isso ocorre porque os bancos brasileiros se financiam no mercado doméstico, por meio de depósitos de clientes, e dependem muito pouco de fundos externos. "Não é que o sistema bancário seja imune, mas tem plenas condições de encarar uma eventual piora", diz o economista Alexandre Schwartzman, ex-diretor do Banco Central.
O Santander, banco espanhol, pode ter sua operação afetada no Brasil caso as coisas não se resolvam na Espanha?
As chances são remotas. Segundo economistas ouvidos pelo site de VEJA, os bancos estrangeiros no Brasil têm de funcionar como entidades independentes, isto é, com sua própria base de capital, de modo a permanecer em condições de funcionamento mesmo em caso de problemas na matriz. Os níveis de capital exigidos pelo BC são, inclusive, mais conservadores do que na Europa.
Apesar disso, a agência de classificação de risco, Fitch, reduziu nesta quarta-feira a nota de crédito do Banco Santander no Brasil de BBB+ para BBB, e a perspectiva caiu de estável para negativa. A agência alegou que não considera que o banco seja completamente independente da matriz.
O que o banco pode fazer no curto prazo - e que altera o mercado local - é vender sua subsidiária brasileira para levantar recursos para direcionar à Espanha. Essa alternativa, contudo, foi negada pelo presidente e fundador do grupo Santander, Emilio Botín.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados