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Com o cenário recessivo que se seguiu após a crise, as instituições não conseguiram se recuperar. Houve aperto no crédito e o desemprego impossibilitava os espanhóis de tomarem novos empréstimos, resultando num círculo vicioso que culminou com a atual crise. Desta forma, o aporte bilionário servirá para recapitalizar os bancos dentro dos novos parâmetros exigidos pela Europa.
De onde está vindo o dinheiro para financiar a recuperação dos bancos espanhóis?
Muitos pensam que a Alemanha está financiando tudo, mas não é. O dinheiro vem de todos os contribuintes dos países da zona do euro, que mantém, por meio do pagamento de impostos, o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) e o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE).
Há algum outro país europeu que corre o mesmo risco que a Espanha?
O sistema bancário espanhol é, de longe, o mais sensível da zona do euro. Contudo, o ceticismo que impera no mercado faz com que todos os países da zona do euro sejam alvo de desconfiança, com exceção da Alemanha. Entre os mais problemáticos, além dos PIGS, estão Itália, França e Reino Unido, devido ao tamanho de seu endividamento.
Se a Espanha conseguir se recuperar, significa que a maior parte do problema europeu estará resolvida?
Não. O grande problema da Europa é o alto nível endividamento de seus países e a dificuldade que a zona do euro tem em promover o crescimento econômico. Ainda que a Espanha consiga recuperar a solidez bancária e não sucumba a uma crise fiscal, o problema do crescimento permanecerá. Nos demais países da zona do euro, reformas estão sendo discutidas - e colocadas em prática, em alguns casos - para reduzir os gastos públicos. Contudo, o bloco ainda não encontrou um caminho para estimular o crescimento.
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