São Paulo - O Brasil não está bem - e isso importa para o mundo.

No começo do ano, a consultoria Eurasia colocou o país na 8ª posição entre os maiores riscos para a economia global em 2016, apostando que "a crise política e econômica deve piorar".

Há duas semanas, a Bloomberg divulgou que entre 93 economias pesquisadas, a brasileira teria o segundo pior resultado do ano (-2,5%), atrás apenas da Venezuela (-3,3%).

Só que a fraqueza do nosso desempenho preocupa muito mais: junto com a Rússia, o Brasil é a única grande economia do mundo em recessão.

"A recessão brasileira é ruim para a economia global" e "as reformas necessárias para o país florescer podem estar a anos de distância", decretou recentemente um editorial do jornal americano The Washington Post.

Isso fica claro em uma imagem publicada nesta semana por Jeffrey Kleintop, estrategista global da empresa financeira americana Charles Swab, como parte de um relatório sobre a atuação dos bancos centrais.

No eixo horizontal está a contribuição de cada país (e da União Europeia) para o PIB mundial até chegar a 88,4% do total. 

No eixo vertical está a previsão de performance econômica em 2016, segundo o último boletim do Fundo Monetário Internacional divulgado recentemente e que foi citado pelo Banco Central como justificativa para não aumentar os juros:

CharlesSchwab

Peso econômico e performance do Brasil em 2016

A Índia aparece como a grande economia do mundo que mais cresce, apesar de ainda ter um peso relativo pequeno, seguida pela China, que mesmo em desaceleração continua com uma performance invejável.

Em outubro do ano passado, o FMI já previa uma queda de duas posições do Brasil para o 9º lugar entre as maiores economias do mundo em dólar.

A piora das contas públicas e a diminuição dos fluxos para os emergentes com a alta de juros pelo Federal Reserve também estão piorando a trajetória da dívida pública e a estabilidade do sistema financeiro, preocupando os bancos centrais mundiais.

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