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Dilma durante anúncio de investimentos de 133 bilhões de reais em rodovias e ferrovias
São Paulo – O governo anunciou hoje um pacote de investimentos em rodovias e ferrovias de 133 bilhões de reais em 25 anos. Diferentemente de outros pacotes anunciados recentemente pelo governo, que visavam estimular a economia no curto prazo, esse parece estar mais voltado ao longo prazo, ou seja, não necessariamente vai ajudar a economia brasileira a crescer mais de 2% nesse ano.
Para Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco, o programa pode até estimular no curto prazo, dependendo da rapidez de sua implementação, mas é menos certo. “A relevância é para o longo prazo, o Brasil precisa de mais investimentos”, afirmou.
“É necessário ter planos no longo prazo e não só ficar no curto prazo, é totalmente diferente em relação ao que tínhamos”, disse Rogério Mori, professor da escola de economia da FGV. O professor destacou que o programa veio em um momento em que a infraestrutura brasileira precisa avançar.
Mori também acredita que vai levar alguns anos até que efeitos mais concretos sejam sentidos – ou seja, que o programa não deve elevar a expectativa de crescimento de 1,81% do PIB brasileiro em 2012. “Estamos em agosto, esse ano já está dado, não tem mais o que fazer”, disse.
O boletim Focus (elaborado pelo BC com base nas expectativas do mercado) dessa semana mostrou uma nova baixa na previsão de crescimento do PIB em 2012, de 1,85% para 1,81%. Para 2013, a estimativa permaneceu em 4%.
O governo ainda demonstra confiança no crescimento do PIB nesse ano. Nessa semana, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reiterou a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 4% anualizados para o segundo semestre deste ano.
Programa
Para Mori, era esperado um pouco mais em termos de projetos e investimentos. Os investimentos, nos próximos 25 anos, vão somar R$ 133 bilhões, sendo que R$ 79,5 bilhões serão investidos nos primeiros cinco anos. Para as rodovias, o total investido será R$ 42 bilhões e para as ferrovias, o programa de investimentos soma R$ 91 bilhões. Nas próximas semanas, serão anunciadas também concessões para portos e aeroportos.
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