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O Ministério Público do Trabalho está cobrando da Fiat Automóveis um acordo com os metalúrgicos para reduzir o nível de horas extras. De acordo com denúncia apresentada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas, os profissionais estão fazendo pelo menos oito horas semanais para dar conta do crescimento da demanda depois da redução do Imposto Sobre Produção Industrial (IPI). Segundo os sindicalistas, o excesso de horas extras atinge toda a cadeia de fornecedores da Fiat, afetando também os operários das indústrias de autopeças da região.
A indústria automobilística estaria trabalhando com horas extras desde maio. Na última audiência com o Ministério Público, os representantes da montadora argumentaram que a empresa está utilizando o regime de horas extras em conformidade com a legislação trabalhista vigente. A expectativa dos trabalhadores é que até o fim da semana a Fiat apresente uma proposta de acordo que resulte em redução do volume de horas extras e contratação de mais mão-de-obra. O objetivo é que o acordo provoque reflexos semelhantes na cadeia de autopeças.
Entre março e abril, a montadora italiana anunciou a contratação de cerca de 700 operários para atender ao aquecimento da demanda. Para os sindicalistas, no entanto, as contratações não foram suficientes para compensar as demissões preventivas feitas no ano passado, quando as indústrias do setor temiam os reflexos da crise financeira internacional.
De acordo com o presidente do sindicato, Marcelino da Rocha, cerca de 6 mil trabalhadores da indústria automobilística da região perderam seus empregos entre outubro e março. A assessoria de imprensa da Fiat informou que a montadora reitera a posição defendida perante o Ministério Público de que está agindo dentro da legalidade.
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