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Mercado manteve a perspectiva para a Selic neste ano em 7,5%
São Paulo - A persistente dificuldade da economia brasileira em acelerar levou o mercado a reduzir mais uma vez sua expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), pela oitava semana seguida, mantendo a projeção para a Selic neste ano em 7,50 por cento.
De acordo com relatório Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira, o mercado cortou a previsão de crescimento do PIB em 2012 de 2,18 para 2,05 por cento.
Se concretizado, esse resultado continua bem abaixo do já fraco desempenho do ano passado, quando a expansão foi de apenas 2,7 por cento. Além disso, seria o pior resultado desde 2009, quando a economia encolheu 0,33 por cento.
Na semana passada, o BC reduziu sua projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano de 3,5 para 2,5 por cento, devido à recuperação ainda lenta da atividade e ao cenário internacional.
Depois de o PIB ter crescido apenas 0,2 por cento no primeiro trimestre deste ano, comparado com os últimos três meses de 2011, a equipe econômica da presidente Dilma Rousseff já abandonou a previsão inicial de crescimento de 4,5 por cento da economia para este ano e parte dela fala em algo em torno de 3 por cento.
A indústria é o ponto principal, uma vez que a produção do setor registrou a segunda queda seguida em abril, ao recuar 0,2 por cento frente a março. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga na terça-feira os dados sobre a produção industrial de maio.
Para enfrentar essa situação, o governo vem anunciando várias medidas de estímulo e o BC reduziu a Selic em 4 pontos percentuais desde agosto passado, para a mínima recorde de 8,50 por cento ao ano atualmente. E deve realizar ainda mais reduções, como indicado na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Para 2013, as previsões no Focus apontam para um PIB crescendo 4,20 por cento, inalterado ante a semana anterior. Já para a Selic no período, o mercado manteve a previsão de 9,00 por cento anteriormente.
Inflação
O recente movimento de desaceleração da inflação, como mostrado por vários indicadores, abre ainda mais espaço para que o BC continue reduzindo a taxa básica de juros.
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