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A atual fase de desenvolvimento econômico do Brasil tem estimulado projeções otimistas para os próximos meses. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (23/11), os analistas do banco britânico Barclays afirmaram que o país, junto com Panamá, Peru e Argentina, são neste momento os preferidos das agências de risco na América Latina.
Segundo o Barclays, o mercado já começa a embutir no preço das ações brasileiras uma nova elevação da classificação da dívida soberana.
Em setembro, a última das três principais agências de risco, a Moody’s, finalmente elevou o Brasil à categoria de “grau de investimento”. Para os analistas, as classificações que o país recebeu foram importantes não apenas pela elevação em si mas também pelo momento em que ocorreram.
A melhora da percepção dos mercados globais com relação à economia brasileira foi essencial para que o país tivesse a capacidade de emergir rapidamente da pior crise financeira desde a década de 1980.
Para os analistas do Barclays, como a Moody’s manteve a nota do Brasil com perspectiva positiva, poderia agora dar um passo à frente de seus pares, as agências de risco Fitch e Standard & Poor’s, e garantir ao país outra elevação.
"Contudo, acreditamos que qualquer elevação da classificação deve estar ligada à capacidade do país de consolidar o crescimento, particularmente em um período com estímulos fiscais e monetários tanto internamente quanto no exterior", diz o relatório do banco.
Uma forte demanda interna é um claro sinal de que a economia está crescendo, o que diminui a preocupação com futuros problemas de solvência. Assim, os analistas afirmam que o próximo grande desafio para o Brasil será o de recuperar o controle sobre os gastos fiscais, "uma tarefa difícil de realizar em 2010", especialmente com as eleições gerais, que estão previstas para outubro.
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