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Por Fabio Graner
Brasília - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou hoje que o Brasil não enfrentou uma crise bancária clássica, em que ocorre a quebra de um banco e que leva outras instituições financeiras a quebrarem. Segundo ele, o que ocorreu foi uma "severa restrição de liquidez" que afetou especialmente bancos de menor porte, mas que foi enfrentada rapidamente pelo governo.
Segundo ele, o governo agiu rapidamente com medidas para enfrentar a diminuição da liquidez externa e também interna. Essas medidas foram a atuação no mercado de câmbio, com os recursos das reservas internacionais e no mercado futuro, e no mercado interno por meio da liberação de depósitos compulsórios. "As medidas ajudaram a voltar a liquidez e fizeram o sistema se organizar naturalmente", disse Meirelles, destacando que o impacto positivo das ações emergenciais adotadas pelo BC garantiram que o governo pudesse, em seguida, adotar medidas fiscais para estimular a economia.
"A sequência de atuação foi fundamental", ressaltou o presidente do BC, acrescentando que isso só foi possível porque o Brasil nos últimos anos teve uma gestão financeira do Estado adequada e prudencial. "A adoção das medidas corretas só foi possível pela existência de recursos para isso. Outros países não puderam fazer o mesmo", afirmou.
Entre os destaques da política econômica dos últimos anos, Meirelles mencionou a geração do superávit primário do setor público (que ajudou a reduzir a dívida), a acumulação de reservas, o controle da inflação e também a adoção, por parte do Banco Central, de medidas de caráter prudencial para o sistema financeiro. Ele mencionou que o Brasil já implementou cerca de 90% das recomendações do Comitê de Basileia - órgão que define normas prudenciais para o sistema financeiro
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