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Mantega destacou a boa saúde do mercado de consumo interno, que aumentou 8% em 2011 e do qual se espera um crescimento similar em 2012
São Paulo - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, previu nesta quinta-feira um crescimento de 4,5% da economia brasileira em 2012, impulsionado pelo investimento e baseado na continuidade da política monetária e tributária.
O ministro disse que um dos motores do crescimento será o investimento, que no próximo ano rondará 3% do Produto Interno Bruto (PIB) e destinará cerca de R$ 42 bilhões à infraestrutura.
Além disso, destacou a boa saúde do mercado de consumo interno, que aumentou 8% em 2011 e do qual se espera um crescimento similar em 2012.
Mantega explicou em teleconferência de imprensa que a menor aceleração do PIB brasileiro, por volta de 3%, registrada no ano passado, se deve aos ajustes realizados pelo governo da presidente Dilma Rousseff.
Também assinalou que, no próximo ano, em sintonia com o clima econômico atual, serão realizados novos cortes nas taxas de juros, que atualmente são de 10,5%.
O ministro se mostrou otimista com o desempenho da agricultura, setor do qual espera uma evolução propícia no próximo ano, apesar de que se preveja uma queda dos preços das matérias-primas em 2013.
Igualmente, ele manifestou que a confiança internacional na economia brasileira deveria se traduzir em um aumento dos fluxos de investimento.
Mantega afirmou que, apesar da rigidez do orçamento público e do controle da despesa, o investimento em programas sociais será preservado. Ele antecipou, no entanto, que o Executivo pretende manter uma política fiscal bastante sólida e moderar as despesas do governo.
O ministro se mostrou confiante de que a inflação, que no ano passado foi de 6,5%, teto fixado pelo governo, caminhe neste ano para o centro da meta - 4,5%.
Em sua opinião, a recente apreciação do real em relação ao dólar se deve mais a uma perda de valor da moeda americana do que a uma alta da moeda local.
Quanto ao cenário econômico mundial, Mantega explicou que a situação de maior estresse se afasta, mas destacou que os problemas ainda não estão resolvidos. EFE
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