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Mantega: "Eu vejo que agora é um ponto de virada. Daqui pra frente nós vamos ter resultados melhores"
Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira que a produção industrial atingiu o ponto da virada para ter daqui para frente resultados melhores.
"Está dando uma virada depois de um ponto de inflexão, depois de ter um crescimento negativo por vários meses consecutivos. Eu vejo que agora é um ponto de virada. Daqui pra frente nós vamos ter resultados melhores", afirmou o ministro da Fazenda.
A produção industrial brasileira subiu 0,2 por cento em junho frente a maio, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Trata-se da primeira alta mensal depois de três quedas consecutivas e, apesar da recuperação, o resultado ficou abaixo das expectativas, indicando que o setor ainda não conseguia se recuperar de forma robusta.
O resultado animou o ministro da Fazenda por ser um sinal de retomada da atividade industrial. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, já disse que há indicativos de que a economia está se aquecendo.
O Ministério da Fazenda e o BC esperam que o novo ritmo de crescimento atinja no último trimestre deste ano uma taxa ao redor de 4 por cento.
Para alcançar essa velocidade, diversos estímulos foram dados. Entre eles, no lado do consumidor foram dados estímulos como a redução de tributos da linha branca e de automóveis.
No setor industrial, foram facilitadas condições de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além da desoneração da folha de pagamento de 15 setores que passa a valer a partir desta quarta-feira.
Esses incentivos foram dados num ambiente de redução da taxa básica de juros, que caiu 4,5 pontos percentuais, para 8 por cento ao ano. O ciclo de afrouxamento monetário completará um ano no final deste mês.
O novo ritmo de crescimento econômico também é apontado como essencial para garantir a tranquilidade das contas públicas. Tanto o BC quanto a Fazenda dizem que não haverá prejuízo para o cumprimento da meta cheia de 139,8 bilhões de reais desde que a economia se acelere e as receitas do governo cresçam de forma mais consistente.
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