Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira não acreditar em resistências da base aliada no Congresso ou das Centrais Sindicais ao projeto de mudança na remuneração da caderneta de poupança. Antes de anunciar a medida, o governo se reuniu com esses representantes, falou. Ele disse, ainda, que ninguém questionou que poderia ser difícil aprovar a proposta por se tratar de um ano eleitoral.

"Fizemos reunião com os líderes e não houve nenhuma voz discordante. Falamos com as centrais, mas não houve críticas. Acredito que haverá apoio à medida, porque beneficia os trabalhadores", disse. Mantega contou ainda que os empresários que se reuniram com o governo nesta quinta-feira antes do anúncio das mudanças também aplaudiram a medida e disseram que ela é fundamental para permitir a redução das taxas de juros.

"Não nos pautamos por isso. É importante para o governo fazer as reformas que são necessárias para que possamos continuar tendo um desempenho bom na economia. Não é a política que nos pauta, nos pautamos pelo que é melhor para a população. Mesmo que tenha um desgaste político. Mas não acredito em desgaste".

Tópicos: Congresso, Governo Dilma, Guido Mantega, Personalidades, Políticos, Políticos brasileiros, Política no Brasil, Poupança, Aplicações financeiras