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Trabalhadores da construção civil: “Em junho, a dinâmica ocupacional está sendo dada pelos setores da construção civil e comércio", a técnica do Dieese Ana Maria Belavenuto
São Paulo – O setor de construção foi o que mais criou postos de trabalho no mês de junho, apontou a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada hoje (25) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).
A pesquisa, que reúne dados de sete regiões metropolitanas, mostra um crescimento de 5,1% do nível de ocupação no setor, na comparação com maio. Os demais setores ficaram relativamente estáveis. “Em junho, a dinâmica ocupacional está sendo dada pelos setores da construção civil e comércio e reparação de veículos. Foram esses setores que deram sustentação ao mercado de trabalho, em junho”, explicou a técnica do Dieese Ana Maria Belavenuto.
Em menor proporção que o setor de construção, que abriu 78 mil vagas, no comércio, foram 15 mil postos de trabalho a mais, representando um aumento de 0,4% na comparação com maio.
Pelo terceiro mês consecutivo, o índice de desemprego total ficou relativamente estável em junho. Segundo a PED, a taxa passou de 10,6%, em maio, para 10,7% da população economicamente ativa (PEA), em junho.
A pesquisa mostra, ainda, que a PEA cresceu 0,5% de maio a junho, representando 109 mil pessoas a mais no mercado de trabalho. Desse total, 86 mil conseguiram uma colocação. “O nível de ocupação não foi suficiente para absorver todos, mas o número de pessoas que conseguiu um emprego é bem maior do que os que foram para o contingente de desempregados”, analisou Alexandre Loloian, coordenador de Análise da pesquisa e economista do Seade.
Para Loloian, esse quadro de estabilidade é positivo diante da conjuntura econômica mundial. “Embora o nível de atividade não esteja crescendo no Brasil, o nível de emprego tem se mantido. As taxas refletem os ganhos da economia de anos anteriores. Isso não deixa de ser positivo, tendo em vista que grandes economias do mundo estão passando por dificuldades”, avaliou.
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