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Brasil teria se saído bem com o crescimento forte obtido em 2010, mas a segunda metade de 2011 e o começo de 2012 decepcionaram, segundo o relatório
São Paulo – Com exceção da Rússia, os resultados dos BRICs no primeiro trimestre desapontaram, segundo Jim O’Neill, presidente da gestora de recursos do Goldman Sachs e criador do termo BRIC. Há a sensação de que as coisas não estão indo tão bem como os otimistas esperavam, segundo o economista.
Em relatório da Goldman Sachs Asset Management, O’Neill destacou que, no mercado, há uma percepção de que a onda de ótima economia nos BRIC chegou a um fim. Nesse começo de ano, o crescimento no Brasil e na Índia foi especialmente fraco, segundo o economista. O’Neill destacou alguns pontos dos países integrantes do grupo.
Brasil decepciona
O Brasil teria se saído bem com o crescimento forte obtido em 2010, mas a segunda metade de 2011 e o começo de 2012 decepcionaram, segundo o relatório. Entre os desafios para crescer mais, O’Neill destacou e redução dos gastos do governo e a redução da vulnerabilidade do país à "doença holandesa" - uma falha de mercado que tem origem na existência de muitos recursos naturais ou humanos baratos que mantêm a taxa de câmbio valorizada, dificultando a produção e competitividade de bens mais elaborados.
Outro desafio é que o Brasil precisa perder sua moeda sobrevalorizada ou vai se tornar cada vez mais dependente de commodities e da ‘velha’ China, segundo o economista. O’Neil considerou “bem-vindas” as quedas na taxa Selic desde agosto, pois ela enfraquece a subida do Real. O economista defende um câmbio de 2,40 para ajudar a indústria brasileira que não é de commodities.
Além de enfraquecer o Real, taxas mais baixas taxas de juros reais devem permitir um ambiente melhor para investimentos do setor privado, segundo o economista. Assim, enquanto os dados econômicos atuais do Brasil desapontam, o declínio das taxas de juros reais e o Real devem ser vistos de forma positiva no médio prazo, segundo o relatório.
Índia decepciona mais que todos
Para O’Neill, a Índia é o país mais complexo do grupo e também o mais contraditório. Por causa de sua demografia, ele tem o melhor potencial de crescimento no longo prazo entre os países do grupo. A expectativa de crescimento para essa década é de 6,9%. Mas para dar vida a esse potencial, o país precisa permitir que sua democracia efetivamente funcione, segundo o relatório.
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