Aguarde...

EXAME.com - Notícias de negócios, mercados, economia, tecnologia, marketing, carreira e finanças pessoais

  • Notícias |
  • Brasil |
  • Política |
  • Mundo |
  • Meio Ambiente e Energia |
  • Agronegócio |
  • Indicadores |
  • Galerias
Problemas | 03/02/2012 14:30

Japão: desastres e iene derrubam o setor eletrônico

Tradicional força do país, Sharp, Sony e Panasonic fecharam com prejuízo o último trimestre

 Comentários (0) Views (299)
Salvar notícia

Getty Images

Sony no Japão afetada por terremoto

Fábrica da Sony depois do terremoto: desastre prejudicou o setor

Tóquio - O setor eletrônico do Japão, um dos pilares da economia do país, teve um 2011 desastroso, com seus ganhos golpeados pelo sismo e pelo tsunami de 11 de março, pela forte alta do iene - que prejudicaram as exportações - e pela dura competitividade das empresas estrangeiras.

Nos últimos três dias, Sharp, Sony e Panasonic anunciaram resultados financeiros catastróficos para os três primeiros trimestres do exercício 2011-2012 (abril a dezembro de 2011), e previsões ainda piores para o ano fiscal completo.

Esse exercício de 2011, iniciado em abril pouco depois do sismo e do tsunami que causaram a morte de 19.000 japoneses e golpearam duramente as empresas e a economia do país, foi marcado por notícias ruins e circunstâncias nefastas.

As três empresas foram vítimas do brutal retrocesso das compras de televisores no Japão, e da escassa demanda no estrangeiro, devido à lenta recuperação nos Estados Unidos e à interminável crise da dívida na Europa.

Soma-se a isso uma histórica valorização da moeda japonesa, que elevou os custos da produção no Japão, reduziu a competitividade de seus produtos no exterior, especialmente ante uma feroz competitividade de outros países, como Coreia do Sul, que reduziu seus preços de maneira vertiginosa.

"Já não é mais possível produzir aparelhos de TV ou painéis solares para exportá-los, já que quanto mais vendemos mais dinheiro perdemos", disse esta semana o presidente da Sharp, Mikio Katayama. "A única solução é fabricar próximo ao lugar das vendas", completou.

Contudo, as empresas japonesas também não tiveram sorte em 2011 nesse sentido. O setor japonês da eletrônica sofre desde o outono com enormes inundações na Tailândia, onde vários de seus centros industriais foram alagados.

Comentários (0)  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados