Aguarde...

Incentivos | 29/06/2012 18:12

Redução de IPI de móveis e linha branca será prorrogada

Móveis, laminados e massas também manterão reduções das taxas; renúncia fiscal do governo deve chegar a 684 milhões de reais

Ueslei Marcelino/Reuters

Guido Mantega falando durante uma apresentação no Senado Federal em Brasília

Mantega: benefício tributário terminaria neste sábado, mas foi prorrogado

São Paulo – A redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos da linha branca (fogões, geladeiras, máquinas de lavar e freezer) e móveis foi prorrogada pelo governo mais uma vez. O benefício tributário, que terminaria neste sábado, dia 30. valerá por mais dois meses. Já para móveis terão prazo estendido por mais três.

O anúncio foi feito hoje pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que se reuniu durante a tarde com representantes da indústria de eletrodomésticos (linha branca), móveis e varejo em São Paulo.

A justificativa para a segunda prorrogação da redução de IPI em 2012 é que o benefício conseguiu impulsionar o consumo, a maior preocupação do governo. Segundo Mantega, as vendas de produtos de linha branca registraram aumento de 22% de janeiro a maio comparado ao ano passado. “Temos o consumidor, que vai viabilizar o crescimento da indústria, da produção e das vendas”, disse Mantega. Entre janeiro e maio, as vendas dos supermercados cresceram 6,8% em termos reais, segundo o governo. 

Outra setor beneficiado será o de fabricantes de massas, que estarão isento do pagamento de PIS/Cofins até o fim do ano. Laminados, luminárias e papel de parede também manterão a redução de IPI. O governo pretende incluir um novo produto na isenção dos móveis, os painéis, cuja redução deve ser entrar em vigor na próxima semana. 

A renúncia fiscal do governo com a medida chega a 684 milhões de reais - sendo 285 milhões somente das massas, cuja isenção vai até o final do ano.

Contrapartida

Os setores beneficiados assumiram três compromissos com o governo, segundo Mantega: repassar a redução do IPI aos consumidores, manter e até aumentar a nacionalização nos setores e manter o nível de emprego. “O setor está dizendo que até tem dificuldade para encontrar trabalhadores”, disse Mantega.

Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza, reforçou o compromisso acordado com o governo. “É um compromisso, vamos fazer de tudo para não subir (os preços) foi uma coisa que ele (Mantega) pediu, não subir preços e continuar gerando empregos”, afirmou Trajano.

Comentários  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados

>