São Paulo - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou para 1,10% na terceira quadrissemana de fevereiro, informou nesta terça-feira, 23, a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O resultado ficou 0,32 ponto porcentual abaixo do registrado na leitura imediatamente anterior, quando o indicador apresentou variação de 1,42%.

Das oito classes de despesas analisadas, seis apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: Alimentação (de 1,94% para 1,40%), Educação, Leitura e Recreação (2,57% para 1,50%), Habitação (0,97% para 0,78%), Transportes (1,91% para 1,60%), Comunicação (0,57% para 0,52%) e Despesas Diversas (1,51% para 1,27%).

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,66% para 0,75%) e Vestuário (0,08% para 0,19%).

Alimentação

O grupo Alimentação, que recuou de 1,94% na segunda quadrissemana de fevereiro para 1,40% na terceira, foi o que mais contribuiu para a desaceleração do IPC-S.

Nesta classe de despesa, a FGV destacou a desaceleração do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 12,23% para 3,75%. O indicador geral caiu 0,32 ponto porcentual, de 1,42% para 1,10% entre os dois períodos.

Dentre as outras cinco classes de despesas que registraram decréscimo em suas taxas de variação, a FGV mencionou o comportamento dos itens cursos formais (4,29% para 2,12%), em Educação, Leitura e Recreação (2,57% para 1,50%); tarifa de eletricidade residencial (0,27% para -0,90%), em Habitação (0,97% para 0,78%); tarifa de ônibus urbano (4,84% para 3,13%), em Transportes (1,91% para 1,60%); mensalidade para TV por assinatura (1,54% para 0,96%), em Comunicação (0,57% para 0,52%); e clínica veterinária (1,72% para 1,01%), em Despesas Diversas (1,51% para 1,27%).

De forma isolada, os itens com as maiores influências negativas foram tarifa de eletricidade residencial, tomate (11,56% para 5,49%), leite em pó (-1,92% para -2,36%), vestido e saia (-1,24% para -1,30%) e linguiça (-0,56% para -1,69%).

Já os cinco itens com as maiores influências de alta foram tarifa de ônibus urbano, empregada doméstica mensalista (de 2,89% para 2,42%), etanol (4,22% para 4,39%), plano e seguro de saúde (cuja variação repetiu o 1,03%) e refeições em bares e restaurantes (0,72% para 0,57%).

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