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Por Wellington Bahnemann
São Paulo - O vice-presidente executivo e de Relações com Investidores da Light, Ronnie Vaz Moreira, afirmou que o programa de investimentos da empresa para 2010 deve somar R$ 700 milhões. "Aumentaremos os investimentos no próximo ano, em razão da aceleração dos investimentos em geração", contou o executivo, que participou hoje de evento promovido pela Apimec-SP. Para este ano, a meta da companhia é investir entre R$ 560 milhões e R$ 570 milhões, volume ligeiramente superior aos R$ 547 milhões investidos em 2008. Ao final de setembro, a Light já tinha investido R$ 353 milhões em 2009, com destaque para o combate às perdas de energia e na melhoria e expansão das redes de distribuição.
Em 2010, o executivo prevê que os investimentos em geração serão impulsionados porque é neste ano que estão previstos o grosso dos desembolsos para a construção das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) Paracambi e Laje. Além disso, Vaz Moreira comentou que a Light deve intensificar os seus investimentos no combate às perdas de energia da rede.
Energia eólica
Moreira disse também que a companhia assinou um contrato de opção de compra de cinco usinas eólicas no Rio Grande do Norte, com capacidade instalada total de 120 megawatts (MW). Os cinco projetos estão habilitados para o primeiro leilão de energia eólica, que será realizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) no próximo dia 14 de dezembro.
"A efetivação da opção de compra dessas usinas está condicionada ao sucesso dos projetos no leilão de energia eólica", afirmou o executivo. O preço-teto para o leilão de energia eólica foi fixado pelo governo federal em R$ 189/MWh, um pouco abaixo das expectativas do mercado. Por isso mesmo, Vaz Moreira comentou que os projetos com fator de capacidade de 40% são os mais atrativos no momento - quanto maior o fator de capacidade de uma usina, maior será a sua produção de energia elétrica. Ele não precisou quantas possuem esse porcentual. "Se comprarmos estes cinco projetos, a operação pode chegar a R$ 500 milhões", disse o executivo, que preferiu não revelar o nome da empresa da qual a Light estaria comprando os projetos.
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