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Transações correntes | 24/01/2012 16:56

Investimento estrangeiro não deve cobrir déficit

Se o déficit das transações correntes se confirmar, a entrada de investimento estrangeiro direto não será suficiente para cobrir a diferença

Kelly Oliveira, da
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Divulgação/Banco Central

Banco Central

Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel, historicamente, a tendência nas primeiras semanas do ano é a de ingresso moderado de investimento estrangeiro direto

Brasília - O Banco Central (BC) espera que o déficit em transações correntes no primeiro mês do ano fique em US$ 6,7 bilhões. A conta de transações correntes registra as compras e vendas de mercadorias e pagamentos de serviços. O resultado de janeiro será influenciado fundamentalmente pela balança comercial (exportações e importações), que está na terceira semana consecutiva de saldo negativo este ano.

Se o déficit das transações correntes se confirmar em janeiro, a entrada de investimento estrangeiro direto, que vai para o setor produtivo da economia, não será suficiente para cobrir a diferença. Esse tipo de investimento acumula US$ 4 bilhões do início do ano até hoje (24) e deve fechar o mês em US$ 4,5 bilhões, de acordo com estimativa do BC.

Quando o país tem déficit em conta-corrente, ou seja, gasta além da renda do país, é preciso financiar esse resultado com investimentos estrangeiros ou tomar dinheiro emprestado no exterior.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel, historicamente, a tendência nas primeiras semanas do ano é a de ingresso moderado de investimento estrangeiro direto. Mesmo assim, ele espera "um resultado bom” este mês.

Maciel acrescentou que as estatísticas do BC não mostram redução dos investimentos externos por causa da crise econômica mundial. Para ele, o Brasil sempre se destacou no cenário internacional pelas boas condições da economia, o que ajuda a atrair o capital estrangeiro.

No ano passado, o investimento estrangeiro direto (US$ 66,66 bilhões), considerado melhor forma de financiamento do que investimentos em ações, por exemplo, foi suficiente para financiar o déficit de US$ 52,612 bilhões. 

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