Aguarde...
Reino UnidoCameron pede a territórios que combatam sonegação
PostosBrasil criou quase 200 mil empregos em abril, diz Dilma
DesaceleraçãoConsumo fraco tira R$ 27 bilhões da economia
Boletim Focus Projeção de crescimento do PIB em 2013 cai para 2,98%
ChinaGripe aviária gera perdas bilionárias à indústria avícola
ÍndicesInflação pelo IGP-M sobe 0,01% na 2ª prévia de maio
RecuperaçãoJapão melhora avaliação econômica pela 1ª vez em dois meses
Saúde Obesidade pode ser risco à economia no México, EUA e Rússia
GovernoJapão eleva avaliação sobre economia
PúblicasGigantes estatais afogam crescimento econômico da China
Dinheiro: a inflação de 1,38%, ante 1,11% no mesmo período do mês anterior, é a maior desde julho de 2008 (1,79%)
Rio de Janeiro - Os produtos agropecuários continuam dominando a inflação. Os preços no atacado do milho e da soja, além das carnes suínas e das aves, pressionaram a segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), pesquisa realizada de 21 de julho a 10 de agosto. A inflação de 1,38%, ante 1,11% no mesmo período do mês anterior, é a maior desde julho de 2008 (1,79%). No ano, os preços já avançaram 6,02% e, em 12 meses, 7,68%.
"No momento, o Banco Central deve continuar com o processo de redução dos juros, porque está preocupado em fazer a economia pegar no tranco. Mas, com uma taxa acima de 1% e a previsão de que a alta no atacado alcance o consumidor, a inflação não pode ser descuidada. Não acredito que a política monetária será alterada, mas os índices de inflação podem provocar uma reavaliação do cenário pelo governo", afirma o coordenador de Análises Econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Salomão Quadros.
Na segunda prévia do IGP-M de agosto, o destaque foi o avanço do preço do milho, de 20,10%, ante 1,55% em julho. O preço do produto agrícola disparou quando o da soja começou a desacelerar. A variação da soja foi de 10,43% ante 11,04% no mês anterior. Ainda assim, a inflação da soja se mantém em um patamar elevado e continua como uma das principais influências do indicador, como em meses anteriores.
A alta dos preços do milho e da soja é provocada pela quebra de safra dos Estados Unidos, que encareceu as commodities no mercado internacional. Em consequência do encarecimento dos grãos, subiram os preços no atacado de matérias-primas para a indústria. O farelo de soja está 17,53% mais caro, ante 14,43% do mês anterior, e o óleo de soja, 2,66%, ante -0,14% em julho.
Os preços das carnes suínas e das aves, que consomem rações com milho e soja e são utilizadas como matéria-prima da indústria alimentícia, avançaram 20,12% e 6,81%, respectivamente. Enquanto isso, o trigo, substituto da soja, subiu 6,20%. "Alguma repercussão terá a alta dos agropecuários para o varejo nos próximos meses. O contraponto será a inflação das carnes bovinas, que está desacelerando", afirmou Quadros.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados