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Preços | 20/08/2012 13:19

IGP-M: segunda prévia tem a maior taxa desde julho de 2008

Os preços no atacado do milho e da soja, além das carnes suínas e das aves, pressionaram a segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado

Fernanda Nunes, do

Germano Lüders/Você S/A

Notas de 50 reais

Dinheiro: a inflação de 1,38%, ante 1,11% no mesmo período do mês anterior, é a maior desde julho de 2008 (1,79%)

Rio de Janeiro - Os produtos agropecuários continuam dominando a inflação. Os preços no atacado do milho e da soja, além das carnes suínas e das aves, pressionaram a segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), pesquisa realizada de 21 de julho a 10 de agosto. A inflação de 1,38%, ante 1,11% no mesmo período do mês anterior, é a maior desde julho de 2008 (1,79%). No ano, os preços já avançaram 6,02% e, em 12 meses, 7,68%.

"No momento, o Banco Central deve continuar com o processo de redução dos juros, porque está preocupado em fazer a economia pegar no tranco. Mas, com uma taxa acima de 1% e a previsão de que a alta no atacado alcance o consumidor, a inflação não pode ser descuidada. Não acredito que a política monetária será alterada, mas os índices de inflação podem provocar uma reavaliação do cenário pelo governo", afirma o coordenador de Análises Econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Salomão Quadros.

Na segunda prévia do IGP-M de agosto, o destaque foi o avanço do preço do milho, de 20,10%, ante 1,55% em julho. O preço do produto agrícola disparou quando o da soja começou a desacelerar. A variação da soja foi de 10,43% ante 11,04% no mês anterior. Ainda assim, a inflação da soja se mantém em um patamar elevado e continua como uma das principais influências do indicador, como em meses anteriores.

A alta dos preços do milho e da soja é provocada pela quebra de safra dos Estados Unidos, que encareceu as commodities no mercado internacional. Em consequência do encarecimento dos grãos, subiram os preços no atacado de matérias-primas para a indústria. O farelo de soja está 17,53% mais caro, ante 14,43% do mês anterior, e o óleo de soja, 2,66%, ante -0,14% em julho.

Os preços das carnes suínas e das aves, que consomem rações com milho e soja e são utilizadas como matéria-prima da indústria alimentícia, avançaram 20,12% e 6,81%, respectivamente. Enquanto isso, o trigo, substituto da soja, subiu 6,20%. "Alguma repercussão terá a alta dos agropecuários para o varejo nos próximos meses. O contraponto será a inflação das carnes bovinas, que está desacelerando", afirmou Quadros.

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