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Brasil | 16/11/2011 10:20

IBGE: renda dos ricos supera a dos pobres em 39 vezes

No levantamento, um brasileiro que está na faixa mais pobre teria que reunir tudo o que ganha por três anos para chegar à renda média de um integrante do grupo mais rico

Luciana Nunes Leal e Felipe Werneck, da
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Anderson Schneider/Veja

Fila do Bolsa Família

O IBGE também mostra que as cidades de porte médio, com população entre 10 mil e 50 mil habitantes, foram as que apresentaram a maior incidência de pobreza

Rio de Janeiro - Embora pesquisas apontem quedas sucessivas na desigualdade de renda no Brasil, dados do Censo 2010 divulgados hoje mostram que os 10% mais ricos no País têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres. Ou seja, um brasileiro que está na faixa mais pobre da população teria que reunir tudo o que ganha (R$ 137,06) durante três anos e três meses para chegar à renda média mensal de um integrante do grupo mais rico (R$ 5.345,22).

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os 10% mais pobres ganhavam apenas 1,1% do total de rendimentos. Já os 10% mais ricos ficaram com 44,5% do total. Outro recorte revela o rendimento médio no grupo do 1% mais rico: R$ 16.560,92. Os dados valem para a população de 101,8 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais de idade e algum tipo de rendimento em 2010. A renda média mensal apurada foi de R$ 1.202. Levando-se em conta os habitantes de todas as idades, o IBGE calculou a renda média mensal per capita de R$ 668. O Censo indica, porém, que metade da população recebia até R$ 375 por mês, valor inferior ao salário mínimo oficial em 2010 (R$ 510).

Cidades

O IBGE também mostra que as cidades de porte médio, com população entre 10 mil e 50 mil habitantes, foram as que apresentaram a maior incidência de pobreza. Enquanto a proporção de pessoas que viviam com até R$ 70 de rendimento domiciliar per capita era, em média, de 6,3% no Brasil, nos municípios de 10 mil a 20 mil habitantes esse porcentual era o dobro (13,7%), com metade da população nessas cidades vivendo com até meio salário mínimo per capita. Já nas cidades com população superior a 500 mil habitantes, menos de 2% recebiam até R$ 70 per capita e cerca de um quatro (25%) vivia com até meio salário mínimo de rendimento domiciliar per capita.

Entre as capitais, segundo o IBGE, manteve-se a tendência de melhores níveis de rendimento domiciliar per capita nas regiões Sul e Sudeste. O maior valor (R$ 1.573) foi registrado em Florianópolis (SC), onde metade da população recebia até R$ 900. Em 17 das 26 capitais, metade da população não recebia até o valor do salário mínimo.

Entre as capitais, a pior situação foi registrada em Macapá: rendimento médio domiciliar per capita de R$ 631, com 50% da população recebendo até R$ 316. A capital do Amapá também ficou com a maior proporção de pessoas com rendimento domiciliar per capita de até R$ 70 (5,5%) e até um quarto de salário mínimo (16,7%). No Sudeste, o Rio registrou os maiores porcentuais de pessoas nessas condições (1,1% e 4,5%, respectivamente). Os melhores indicadores foram observados em Florianópolis (SC): 0,3% da população com rendimento médio mensal domiciliar de até R$ 70 e 1,3% com até um quarto do salário mínimo.

Comentários (5)  

João Pedro Caleiro

Caros leitores, a expressão na matéria reproduz a nomenclatura padrão escolhida pelo IBGE nos questionários...

16.11.2011 | Ler comentário completo |  

michelle gonçalves da silva

Concordo plenamente com o William. Que absurdo...Partindo de um veículo de comunicação respeitado como...

16.11.2011 | Ler comentário completo |  

michelle gonçalves da silva

Concordo plenamente com o William. Que absurdo...Partindo de um veículo de comunicação respeitado como...

16.11.2011 | Ler comentário completo |  

Vanessa Beck Salomone

Concordo com o William. Tal absurdo não deveria ter sido escrito a partir de uma revista que se diz...

16.11.2011 | Ler comentário completo |  

William Silva Andrade

Perdoe minha ignorância, como sei que o nível de quem escreve para um site como a Exame é altíssimo...

16.11.2011 | Ler comentário completo |  

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