São Paulo -  O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou baixa de 0,52% em novembro ante outubro, a nona consecutiva na margem, na série com ajuste.

O resultado negativo informado nesta sexta-feira, 15, pelo BC, ficou menor do que a mediana de -0,90% das estimativas apuradas pelo AE Projeções com 35 instituições financeiras. O intervalo dessa amostragem ia de -1,60% a -0,43%.

O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

O indicador passou de 138,09 pontos (dado revisado) em outubro na série dessazonalizada para 137,37 pontos em novembro. Na série observada, é possível identificar um recuo de 3,53% nos 12 meses encerrados em novembro. No acumulado de 2015 até novembro, a retração acumulada já está em 3,85%.

Na comparação entre os meses de novembro de 2015 e de 2014, houve diminuição de 6,14% também na série sem ajustes sazonais. Na série observada, novembro encerrou com o IBC-Br em 136,28 pontos ante 141,15 pontos de outubro (dado revisado).

O indicador de novembro de 2015 ante o mesmo mês de 2014 também mostrou um resultado negativo menor do que a mediana (-6,78%) das estimativas de 34 analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções. O intervalo esperado para esse indicador ia de 7,50% a 6,10%.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro, o BC revisou sua previsão de queda para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 de -2,7% para -3,6%. Para 2016, a primeira estimativa apresentada pela instituição é de um recuo de 1,9% da atividade.

No Relatório de Mercado Focus da última segunda-feira, dia 11, a mediana das expectativas para o PIB estava negativa em 2,99% para 2016 e em +0,88% para 2017.

O IBC-Br de novembro de 2015 é o menor da série histórica do BC desde agosto de 2010. Naquele mês, o indicador exibia 137,06 pontos (dado revisado). Já na série sem ajuste sazonal, o IBC-Br atingiu a marca de 136,28 pontos em novembro, o que representou queda de 3,45% na margem - em outubro o IBC-Br estava em 141,15 pontos (dado revisado). Com isso, o indicador é o menor nessa série desde fevereiro de 2012, quando estava em 135,35 pontos.

Trimestre

O IBC-Br registrou baixa de 0,57% no trimestre de setembro a novembro deste ano em relação ao período de agosto a outubro na série com ajuste do BC. Já na comparação entre o trimestre de setembro a novembro de 2015 e o mesmo período de 2014, na série sem ajuste sazonal, o IBC-Br registrou queda de 6,23%. O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

Revisões

O BC revisou a série do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), como faz todos os meses. No caso de outubro, a taxa verificada inicialmente em -0,63% passou para -0,55%. Em setembro, o índice de -0,47% foi alterado para -0,63%. Em agosto, a taxa inicial de -0,81% foi para -0,89%.

Em julho, a queda de 0,08% do índice sofreu mudança para -0,11%. Em junho, a taxa negativa de 0,99% foi alterada para -0,92%. Em maio, a baixa de 0,08% foi revisada para 0,01%.

No caso de abril, a queda de 1,04% mudou para -1,10%. Em março, a variação deixou de ser de -1,46% e passou para -1,40%. Em fevereiro, único mês em que houve avanço do IBC em 2015, a taxa de +0,52% foi ampliada para 0,53%. Todos os dados são referentes às variações na margem, na série com ajuste sazonal.

Texto atualizado às 09h22

Tópicos: Banco Central, Mercado financeiro, PIB, PIB do Brasil