México - Aproximadamente cem grupos sindicais e humanitários do México, Europa e América Latina exigiram nesta segunda-feira que o G20 enfrente a recessão mundial com medidas que gerem empregos produtivos e que combata a crise alimentícia e climática.

As organizações anunciaram, em entrevista coletiva realizada na Cidade do México, a criação da Coalizão Mexicana contra o G20, que tem por objetivo apresentar alternativas diferentes à visão das grandes potências.

A Coalizão decidiu em sua primeira assembleia que irá organizar encontros prévios à cúpula do G20. O fórum de ativistas ocorreu ao mesmo tempo em que é realizada em Los Cabos, na fronteira do México com os Estados Unidos, uma reunião dos chanceleres do G20, da qual participam 18 diplomatas de cinco continentes.

Os dirigentes das entidades concordaram que o G20 e o México, que está na presidência do grupo das vinte nações mais ricas do mundo, devem dialogar com a sociedade civil de maneira 'plural, democrática e representativa' para a elaboração de propostas que permitam estabelecer controles à especulação financeira e resolver a crise alimentícia.

'É momento de exigir que o G20 cumpra os compromissos assumidos em cúpulas passadas e promova um sistema econômico eficiente e respeitoso ao meio ambiente', afirmou Alberto Arroyo, representante da Rede Mexicana de Ação contra o Livre-Comércio (RMALC).

A coordenadora regional da Rede Latino-Americana sobre Dívida, Desenvolvimento e Direitos (LATINDADD), María José Romero, disse ser a favor de um sistema financeiro 'a serviço da economia real e dos interesses dos povos'.

Além disso, pediu uma estratégia que inclua 'medidas que gerem empregos produtivos, que respeite os direitos humanos e a autonomia sindical'. 

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