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Dívida | 27/01/2012 09:17

Grécia deve fechar acordo este fim de semana, diz comissário

O governo grego negocia com os credores privados um perdão de 100 bilhões de euros, de uma dívida que soma 350 bilhões

Hui Min Neo, da
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Vincenzo Pinto/AFP

Comissário Europeu para Assuntos Econômicos, Olli Rehn

Comissário Europeu para Assuntos Econômicos, Olli Rehn: "a participação do setor privado não será solicitada para nenhum outro país da União Europeia"

Davos - A Grécia e seus credores privados devem chegar a um acordo para evitar um default desse país da Eurozona neste fim de semana, talvez até mesmo nesta sexta-feira, disse em Davos o comissário europeu para Assuntos Econômicos, Olli Rehn.

 

"Estamos muito perto de fechar o acordo", disse Rehn durante o Fórum Econômico Mundial (WEF), que acontece em Davos (Suíça).

"No pior dos cenários, o fecharemos até o final do mês", completou.

O governo grego negocia com os credores privados um perdão de 100 bilhões de euros, de uma dívida que soma 350 bilhões.

Rehn afirmou que a Grécia não gerará perdas a investidores privados, uma vez que os países da Eurozona em dificuldade poderão recorrer ao fundo de resgate criado para enfrentar situações semelhantes.

"Precisamos de uma solução sólida para Grécia, uma vez que se trata de um caso especial", disse o funcionário ante um auditório de dirigentes políticos e empresariais. "A participação do setor privado não será solicitada para nenhum outro país da União Europeia", completou.

No mesmo debate, o ministro alemão de Finanças, Wolfgang Schaeuble, mostrou-se otimista com relação ao caso grego, mas advertiu que o nível de dívida não deve superar os 120% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Atualmente, essa porcentagem é de 160%.

"Não prevemos um default da Grécia", afirmou. "Sei que muitos dos participantes creem (no default grego) há tempos, mas estou convencido de que todos cumprirão com o acordo", completou.

O presidente do maior banco alemão, o Deutsche Bank, Josef Ackermann, também se mostrou confiante com relação à solução para a Grécia e cifrou em quase 70% o nível de perdão pedido aos bancos que possuem dívida grega.

Apesar disso, Ackerman disse ser possível o pacto.

 

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